
A parede transparente abre-se para a minha fusão com o mundo. As raízes crescem a partir dos dedos dos pés. Minhas pernas troncos firmes, bases sólidas e estáveis. Os meus braços, ramos aflitos, reticentes, coroados de lágrimas e de pensamentos gastos e perdidos. Os ramos estendem-se na direcção do espaço aberto, prolongam o peito que se se abre em grito de dor magnificamente entoado. Os braços do meu corpo estendem-se querendo abraçar o ar em que me desvaneci, em que me sonho desfazer e transformar. Puxam as raízes inabaláveis. Agora apodrecidas. Meu corpo, árvore pendente.