
Criou-se um mundo onde todos acham que tem que salvar e serem salvos o tempo inteiro. Não dizer ao seu próximo o que ele deveria fazer, segundo as regras da conduta social, dá pena de morte espiritual. E como todos querem ser imortais… queime!
De tanto ouvir que ‘não é legal’, que ‘você não deveria ter feito assim’, que ‘ele vai se sentir mal’, que ‘ela vai achar que você não tá nem aí’, que você ‘deveria ligar’ etc etc etc, nos tornamos todos infiéis a nós mesmos. Porque hoje eu deveria estar lá, e não aqui? porque hoje é dia de estar lá, como todos estão lá, muito longe daqui. mas eu não quero. Então eu queimo…
E de tanto nos esforçarmos para andar nessa linha de conduta, no momento em que são os outros que em relação a nós, são fiéis a si mesmos, nós surtamos. “não era para ter sido assim!”. Mas, e depois de um tempo, “por que?”. seria tão ruim assim se fosse de outro jeito?
O tempo inteiro estamos afundados em situações onde nossos desejos são diferentes do que queríamos fazer. Não estou falando de deveres e obrigações, pois deixar de cumpri-los implicará em conseqüências já pré-estabelecidas. O melhor passo para ser livre e feliz é sair dessa linha de conduta. Se afastar do que esperam que você faça e esperar que o outro faça alguma coisa. é dar e receber por si mesmo, e ser fiel a si mesmo. Ao invés de confrontar as situações com decepção, refletir em si. Será que foi realmente tão penoso? será que é errado… ou apenas diferente? e se fosse o contrario?
Por um tempo, perdi uma das minhas principais características… a fluidez, a capacidade de ser extremamente flexível e adaptável. Acho que a perdi por ter me rendido à essa linha de conduta imaginaria, que nos torna incapazes de improvisação. Nenhum caminho é reto, logo, se você segue uma linha, você não esta seguindo nada.
Voltei a fumar (quem disse que eu não deveria?)