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Nada é de graça, nada nos é dado, não existem presentes, somente trocas.

Troquei a libertinagem por uma alça diatérmica, a frieza pela insegurança, o silêncio pela cultura, muitos por um só, desenhos por letras, cor por não-cor. Troquei de cama, troquei alienação por Lexapro, troquei raiva por cinco pontes de safena, troquei não ter filhos por ter medo. Troquei gritos por Johnny Cash e amnésia por cerveja. troquei a estabilidade por um milhão de orgasmos. Virei o próprio escambo.

Minha pele é a mesma, essa eu nunca vou trocar por nada, vou apenas multiplicá-la. As pérolas em volta dos meus pulsos são novas; as troquei pelo conformismo velho que repousava sobre minha cabeça.

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